Fatos

Fatos sobre a Talidomida. 


O que é a Talidomida? 

Tudo começou na Alemanha em 1957, quando o laboratório químico Chemie Grünenthal começou a vender um medicamento calmante com o nome de Contergan. Ele foi introduzido como um remédio inteiramente sem efeitos nocivos, ligeiramente soporífero. Na Suécia, o Contergan foi vendido como Neurosedyn, sob licença pela Astra. Ele foi vendido desde Janeiro de 1959 até dezembro de 1961. 

Dependendo de que dia após a concepção, o feto foi afetado diferentemente. Agora sabemos que as lesões acontecem bem cedo na gravidez, entre os dias 35 a 50. Nesse tempo, a mulher grávida provavelmente nem sabe que está grávida. a lesão mais comum são malformações ou falta de braços e/ou pernas, mas pode também ser audição prejudicada, surdez, cegueira e lesões internas do coração, rins, útero, etc. 

No início dos anos sessenta, cerca de 12 mil crianças em 48 países nasceram com lesões causadas pela Talidomida. O remédio foi proibido temporariamente entre 1962 a 1985. Hoje, existem cerca de 100 pessoas vivendo na Suécia com danos causados pela Talidomida. 

O que é a FfdN? 

A Associação de Talidomida da Suécia – FfdN é uma organização sem afiliações com um partido político, que se dedica a campanhas visando os interesses de pessoas deficientes. A maioria dos nossos associados hoje são pessoas com deficiências causadas pela Talidomida e seu remédios afins. Mas, no decorrer dos anos, outros grupos se associaram a nós, como os amputados de ambos os braços e pessoas com deficiências de múltiplos membros (Dysmelia). 

A FfdN foi fundada em 1962 pelos pais na Escandinávia de crianças com deficiências relacionadas com a Talidomida. Havia uma necessidade urgente de encontrar outros na mesma situação e para trocar experiências e conselhos. 

A primeira coisa com que nossos pais tinham de tratar foi encontrar todas as crianças com deficiências da Talidomida que tinham nascido na Suécia. Quando viram que tinham encontrado mais de cem crianças, decidiram mover um processo contra a Astra para obter compensação. Após um processo legal de quatro anos houve um acerto que deu às crianças o direito a compensação. Foi então mobilizado o sistema de saúde pública. Treinamento, cirurgias, próteses, auxílios foram providenciados depois de árduo trabalho dos pais. Eles também lutaram pelos direitos de seus filhos terem acesso a escolas regulares. No início dos anos oitenta, os próprios deficientes de Talidomida assumiram a associação. 


Um novo desastre? 

Nós, que vivemos hoje com deficiências causadas pela talidomida, nunca pensamos que um remédio tão perigoso poderia jamais ter seu uso permitido novamente. Mas, em 1985, a Organização Mundial da Saúde – WHO aprovou a talidomida novamente. Hoje, o remédio é vendido como Talidomida e está sendo usado em mais de 50 países. E o seu uso está sendo aumentado dia a dia. O remédio é em sua maior parte utilizado no tratamento da lepra, que é uma doença comum entre pessoas pobres em países em desenvolvimento. O controle do remédio é mal administrado. Muitas mulheres são analfabetas e não conseguem ler os rótulos de alerta. Uma única pílula é suficiente para causar severa malformações a uma criança ainda não nascida. Às vezes nos parece que nossos problemas em nossa vida diária não são nada em comparação com o fato de que crianças com as mesmas deficiências que as nossas estão nascendo em colônias de leprosos no Brasil e em outros países. 

Nós, da FfdN estamos muito preocupados com o retorno da talidomida e seu uso crescente em todo o planeta. A talidomida é usada no tratamento de um número crescente de doenças severas, AIDS e certas formas de câncer, etc. O uso da talidomida está aumentando também na Suécia. A UE provavelmente irá aprovar a talidomida. Se uma criança nasce hoje com deficiências causadas pela talidomida, então ninguém aceitará a responsabilidade. 

A FfdN não desaprova a talidomida sendo tornada disponível para pessoas severamente doentes mas o controle do remédio tem de ser extremamente rigoroso. Nós desejamos que o uso da talidomida pudesse parar completamente, mas isso não parece ser possível enquanto o remédio estiver ajudando pessoas doentes, e não pode ser substituído por outro remédio sem os terríveis efeitos colaterais da talidomida. 

Nosso objetivo é fazer o melhor que podemos de qualquer maneira; tentar impedir o nascimento de mais crianças com deficiências relacionadas com a talidomida. Estamos tentando, junto com outras associações de Talidomida ao redor do mundo, disseminar o conhecimento e informações sobre a talidomida, seus efeitos colaterais e o que significa ter de viver com essas deficiências. Uma pequena vitória é que a WHO não mais recomenda a talidomida contra a lepra.

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